O mais importante é o amor
De certa maneira, quando nos tornamos cônscios da frugalidade da vida, tendemos a buscar algumas referências para nos espelhar na tentativa de vivermos melhor, segundo nossas percepções.
Não obstante, quanto mais alto o padrão mais difícil alcançá-lo. E não raro, nossas referências em muitos momentos podem ser para nós a lembrança do nosso fracasso. O fato é que estamos o tempo todo reféns de nossas próprias expectativas, as vezes para o bem, as vezes para o mal.
Sob esta premissa é importante dizer que o padrão judaico-cristão é bastante elevado. No que diz respeito ao tipo ideal divino, estamos todos aquém do que deveríamos “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). Assim, para homens que se reconhecem pecadores, o mais importante é andar em amor.
Não é a busca cega por atingir o padrão que vai fazer com que logremos êxito; isto nos fará meros religiosos, nem é a indolência que aliviará nossas consciências da responsabilidade de um viver santo. Mas, o amor. Quanto mais arraigados em amor, menos traumatizados seremos e portanto viveremos mais perto do Deus amoroso que dizemos amar.
O amor abre espaço para novos começos e para novas vivências. É onde mora o perdão, a fé e a esperança. Sem as quais é impossível viver com qualidade.
Por Edson Ciso
Imagem de capa: Adaptada de Freepik
